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IBGE troca duas diretoras em meio à crise interna

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou a saída da diretora de Geociências, Ivone Lopes Batista, e da diretora-adjunta, Patricia do Amorim Vida Costa. Servidoras de carreira, elas entregaram os cargos há alguns dias, mas a substituição foi anunciada em uma nota oficial na noite desta quinta-feira (23).

O IBGE não esclareceu o motivo da saída das diretoras, mas as mudanças ocorrem em meio a insatisfação dos servidores com o presidente da instituição, Marcio Pochmann.

Maria do Carmo Dias Bueno, que era coordenadora-geral adjunta do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI), será a nova responsável pelo setor de Geociências.

Já Gustavo de Carvalho Cayres da Silva, que atuava na Gerência do Cadastro de Endereços da Coordenação-Geral de Operações Censitárias (CGOC), assumirá a diretoria-adjunta. Segundo o órgão, a transição de trabalhos ocorrerá a partir da próxima semana.

“A Presidência agradece às servidoras Ivone Lopes e Patricia Vida, que seguem colaborando com o Instituto e com a Diretoria de Geociências, por sua contribuição e préstimos no período, ao mesmo tempo em que congratula os servidores Maria do Carmo Bueno e Gustavo Cayres desejando-lhes excelente condução na continuidade dos trabalhos da DGC”, diz o comunicado.

No início deste mês, dois diretores já tinham deixado suas funções: Elizabeth Hypolito foi substituída por Gustavo Junger da Silva na Diretoria de Pesquisas (DPE); e o diretor-adjunto João Hallak Neto foi substituído por Vladimir Gonçalves Miranda.

Pochmann rebateu as críticas no último dia 15, condenando o que classificou como “ataques de servidores e ex-servidores, instituições sindicais, entre outros”. Ele ameaçou recorrer à Justiça contra o que chamou de “desinformação e mentiras”.

Quatro dias depois, mais de 100 servidores apontaram que a condução administrativa de Pochmann “tem sido pautada por posturas autoritárias e desrespeito ao corpo técnico da casa, tendo culminado, em 15 de janeiro de 2025, na divulgação de um comunicado à sociedade para desferir ataque inaceitável à integridade ética dos servidores e de seu sindicato”.

Crise no IBGE se intensifica

No desdobramento mais recente da crise, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do IBGE (Assibge) informou ter recebido uma notificação extrajudicial na qual a presidência do instituto afirma que a entidade não pode usar a sigla “IBGE” em seu nome. De acordo com o sindicato, a ação é uma “nítida medida retaliatória” da direção do órgão e tem caráter “antissindical”.

Os protestos contra a gestão de Pochmann ocorrem desde setembro do ano passado, com atos mobilizados pelo Assibge. Entre as iniciativas que geraram descontentamento está a criação de uma fundação pública de direito privado – o IBGE+ – vinculada ao instituto.

O estatuto da nova entidade permitiria a realização de trabalhos para organizações públicas e privadas, o que provocou críticas internas e levou a fundação a ser apelidada de “IBGE paralelo”. Pochmann defendeu a criação da IBGE+ como uma inovação necessária. “Toda inovação tem, certamente, questões a serem melhor identificadas”, afirmou em novembro, classificando as críticas como “naturais”.

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