O empate em 1 a 1 diante do Bahia, na estreia do Campeonato Brasileiro, será só a primeira de uma série de partidas do Corinthians sem Rodrigo Garro. Em entrevista exclusiva à ESPN, o meia revelou que ficará afastado dos gramados por tempo indeterminado para poder tratar a tendinopatia no joelho direito, problema que tem comprometido o desempenho do argentino em campo desde 2024.
A decisão do jogador aconteceu após um susto durante o treinamento que antecedeu a final do Campeonato Paulista. Como apurou a ESPN, o camisa 8 deixou a atividade ainda no início após sentir fortes dores.
“Depois do que aconteceu no treino eu falei: ‘Vou jogar a final do jeito que for e vou parar’. Tenho 27 anos e tenho uma carreira pela frente. Do jeito que meu joelho está eu não consigo ser o Garro do ano passado”, afirmou o meia, admitindo que ainda não pode precisar o período em que ficará fora dos gramados.
“Parar um tempo até que o meu joelho fique bem vai ser bom. Não sei quanto tempo, mas não acho que seja muito. Tem que desinflamar meu joelho, tem muita agulha ali. Fiz muita coisa para conseguir jogar. Cabeça boa e tratar de voltar rápido. Sei que teremos muitos jogos pela frente, estou muito motivado com o que a gente tem por jogar”.
À ESPN, Garro admitiu que precisou recorrer a anestésicos para conseguir estar em campo e ajudar o Corinthians na decisão do Paulistão, contra o Palmeiras. Titular no Dérbi, o meia foi substituído aos 34 minutos do segundo tempo e deu lugar ao zagueiro André Ramalho.
O Timão poder contar com o argentino em campo, no entanto, é algo que não teria acontecido sem a intervenção médica antes de a bola rolar na Neo Química Arena.
“Coloquei anestesia para jogar, na verdade. Senão não conseguiria jogar. Sinto que era parte do risco, que poderia acontecer, sentir muita dor, e ter que suportar. Durante o jogo eu só pensava em correr e jogar, em curtir o jogo, uma final, o Dérbi…é algo inexplicável. A gente, a torcida, nesse momento você só quer correr, ajudar a ganhar…do jeito que for”.
A tendinopatia no joelho direito é o mesmo problema que levou o meia a perder os primeiros jogos do Corinthians na temporada. Em campo em 10 das 21 partidas disputadas pela equipe em 2025, o argentino foi poupado na partida no Allianz Parque, no 1º jogo da final, por conta do risco de agravamento da lesão devido ao gramado sintético na casa do Palmeiras.
Ainda assim, e mesmo com um período de descanso durante a Data Fifa, o meia levou outro susto na véspera da decisão.
“A verdade é que estava me sentindo bem durante a semana. Foi a primeira vez que consegui completar uma semana de trabalho. E numa jogada senti como nunca antes. Falei: ‘Cara, tenho que sair. Não consigo ficar de pé’. Eu não sabia como, mas teria que jogar no outro dia. Saí e fiquei chateado, triste. Cheguei no DM e pensava em como fazer para poder jogar. Poderia fazer um tratamento bom, e como todo mundo sabe eu não estou 100%. Comecei a colocar gelo, fiz com as pessoas do DM um tratamento para desinflamar o joelho”, afirmou o argentino, detalhando o drama que viveu na véspera do Dérbi e o sacrifício para ir a campo contra o Palmeiras.
“Quando fui dormir eu pensei: ‘Amanhã eu vou jogar do jeito que for. Se eu conseguir andar, vou jogar’. Acordei, desci a escada do hotel e senti muita dor, mas consegui descer a escada. Então eu falei: ‘Emiliano, hoje eu estou bem. Não me tire’. Graças a Deus deu certo. Sei que não é uma coisa normal jogar uma dor de joelho desse jeito. Acho que se fosse outro jogo eu não jogaria, poderia atrapalhar também os meus companheiros. Antes do jogo eu sabia que não sentia a dor, não era momento de sair. E graças a Deus deu certo”.
Sem Garro na estreia do Brasileirão, o Corinthians também deve seguir sem o meia para sua estreia na COMMEBOL Sul-Americana. O time abre a campanha no grupo C nesta quarta-feira (2), na Neo Química Arena, contra o Huracán (ARG). A partida será atração com transmissão ao vivo pelo Disney+ a partir de 19h (de Brasília).